| Imagem daqui Tenho marcas até hoje de uma vez que esqueci o prototetor solar... |
Não espere que ninguém seja seu sol, deixe seus próprios raios brilharem, todos eles.
3 de junho de 2012
Não pode faltar no meu verão...
27 de maio de 2012
Maio(s)
20 de janeiro de 2012
Almoço (relatos tc)
14 de dezembro de 2011
O sol
Logo que entrei no consultório, me deparei com vários brinquedos e por um momento pensei que tivesse marcado horário com a pessoa errada. Até que ela me conduziu para o outro lado da divisória e estávamos em um ambiente muito confortável e simples. Sofá e duas poltronas, almofadas e janela aberta para o fim de tarde pós chuva. Eu já havia ido preparada para isso sem saber. Tirei meus chinelos e cruzei as pernas sobre o sofá, lugar onde escolhi sentar. Gostei disso de escolher meu lugar.
Das coisas que conversamos, uma eu gostaria de compartilhar. É o que ela diz a todos os paciente (me perguntei se para as crianças também, mas enfim...). Todos somos como o sol e cada raio é um papel que temos: filho(a), homem/mulher, estudante, vizinho(a), amigo(a), namorado(a), ou não... E não dá para ser sem nenhum desses raios, senão o brilho não é o mesmo.
Não espere que ninguém seja seu sol, deixe seus próprios raios brilharem, todos eles.
28 de janeiro de 2011
Janeiro, azul como o mar
| Mas momentos como o nascer do sol fazem valer à pena a "muvuca" que se segue. Andar na beira do mar, sentindo a onda, esse "bichinho do mar", ir e vir, levar a areia por sob os pés... cócegas! |
| O espetáculo começa antes mesmo de chegar o sol. |
| Vai chegando o primeiro barco... |
| Também chega o transatlântico *.* |
| Aí pessoas alegres e abobadas com o mar como eu querem catar todas as conchas que vêem pela frente... |
| Gruta azul, que no momento não estava azul, mas fria com certeza estava. |
25 de abril de 2010
Céu de abril
25 de janeiro de 2010
Lar, doce anêmona! - Tianastácia
Ontem, o dia estava bonito demais para ser gasto na frente do computador. O céu de um azul tão intenso, nuvens de algodão, brisa fresca. Incrível como nessas horas nunca aparece alguém disposto a curtir isso, todos curando as ressacas e febres de sábado. Mesmo assim, fui, só andar.
Nos últimos dias, notei, vasculhando em fotos antigas, o quanto a casa envelheceu em poucos anos. Será o flash que destaca a brancura da parede e o colorido das roupas, ocultando rachaduras? Quando foi que a pintura anterior começou a ficar visível? Notei que meu quarto era o único intacto, talvez pela pintura de poucos carnavais. Mas não, até ali as falhas começam a surgir. É coo se toda a mágica contida nessas paredes estivesse rachando, lascando, definhando. Todas as brincadeiras de criança guardadas na memória, e apenas nela. As manchas vão sumir, a assinatura rabiscada num canto escondido da parede, adesivos no portal de madeira, decalque atrás da cortina.
Olhando por fora com atenção e, sim, carinho, enquanto caminho pelo jardim, as coisas não pareciam tão terminais assim. Talvez demorem a realmente puir da maneira que imaginei.
Acho que os novos moradores não vão deixar que isso aconteça. Ninguém deixaria.
E o sol da tarde. Oolho para um canto, o portão branco. Ali, as tarde ensolaradas (de janeiro?) comendo espigas de milho recém-cozidas, compartilhando doces momentos com parentes que vinham de longe. A típica casa da avó, toda aconchego.
Outro canto faz lembrar dos primos que moravam perto. Bagunça, cartas de um baralho infantil, faz-de-conta, vídeo-game. Brinquedos surrados. Quem nunca brincou de "hominho" na vida? Nós brincávamos, brincávamos brincadeiras "de menino" naturalmente. E as "de menina". Brigávamos também. Até que um dia eles foram embora e nunca mais voltaram, não aqueles meninos de antes. Cresceram. E congelaram a receptividade à mesma proporção que minha ansiedade foi minguando nos meses seguintes de usa partida. Mas eu também cresci. Mesmo que tenha tido medo e tenha tentado me manter onde estava, cresci.
E então, talvez seja isso. Um dia, tudo o que conhecemos até agora muda e as portas de uma nova realidade se abrem. E, bem, isso é ótimo.
Ok, eu vou ter saudades, mas estou só mudando de casa - a não ser que ganhe na loteria e reforme esta. De qualquer maneira, ainda há coisas de que posso usufruir por mais tempo, como:
5 de dezembro de 2009
Calvin + Ensaio
Só para compensar a tirinha sem graça do post passado (à época parecia engraçada...), olha o que eu achei:
a)

b)

Adoro esses dois. Para quem quiser ler mais: http://depositodocalvin.blogspot.com/
Bom, e quanto ao resto, é só um ensaio. Você só vem quando eu estou doente...
"Engraçado como certas coisas acontecem quando a gente menos espera, e como as pessoas que a gente menos imagina marcam nossas vidas nas circunstâncias mais improváveis."
Entrei naquele hotel procurando uma resposta, qualquer fim para aquela situação ridícula de “meu pai tem uma amante”. A verdade é que queria também dar um fim na minha própria vida. Andaria com a mesma determinação para um precipício se houvesse um adiante. As coisas não andavam justas para mim.
Estava na recepção quando aconteceu. Claro que percebi uma música quando entrei, mas pensei ser um som ambiente ou qualquer outra coisa. Mas só quando me atentei às notas é que percebi que era real. Aquele som de piano invadindo meus sentidos à força e me tranqüilizando, contra a minha vontade, intrigando-me, fazendo com que eu me desviasse. Pode parecer ridículo, mas parecia me chamar. E eu a segui.
Levou-me a outro salão, onde tudo parecia dourado. Cortinas, paredes, o tapete cor de caramelo com desenhos harmônicos. Até as poltronas pouco ocupadas. Um mundo à parte. O sol batendo inclinadamente contra as cortinas fechadas parecia ser o responsável por esse efeito. E só se destacavam ali o piano, preto, e ele, o pianista, de costas para mim.
Atemporal. Fiquei parada observando-o por um tempo indeterminado. Para mim, pareceu uma eternidade, a melhor eternidade que eu já experimentara. Então, finalmente, ele se virou um pouco no seu banquinho, ficando levemente de perfil, os cabelos dourados destacando-se de uma maneira perfeita. Ele inspirou profundamente enquanto tocava as teclas do piano produzindo a melodia que não era nem triste nem feliz, nem doce nem nada. Era apenas o puro som que só o piano consegue produzir.
Fiquei, mas pela música. Sentei em uma das poltronas, com a mente já vazia, só aproveitando aquele momento. E observando à volta aquela atmosfera tão diferente do que eu sentia há minutos atrás. Uma grávida lia um livro, uma criança brincava fazendo ruídos baixos, um velho cochilava. Havia um homem em seu notebook também, algumas pessoas subiam e desciam pelo elevador daquele cômodo. Uma campainha estridente tocou na recepção, mas nada parecia perturbar o pianista.
Até que meu celular tocou (...) e, para a minha surpresa, ele parou de tocar. Depois olhou na minha direção com uma expressão que eu não soube definir, só sei que senti o sangue fluindo para o meu rosto. Que vergonha! Ele não parecia... bravo, mas é claro que fiquei incomodada. Todos perceberam que ele parou por minha causa. Quando finalmente achei o celular na bolsa, saí dali para atender. Passando pela grávida, que me encarava, pedi desculpas rapidamente, sem graça.
Era minha mãe.
- Não, mãe, já estou no hotel, e não vou voltar.
- Esqueça isso, por favor – a agonia dela acertou tão fundo meu coração que por um momento pensei em desistir.
- É o melhor a fazer. Confie em mim...
- Vamos repassar isso com calma...
- Não, mãe. A vida inteira foi assim – e enquanto dizia, voltava-me para a “sala dourada”, na direção do elevador – Está na hora de alguém além de nós assumir alguma responsabilidade. Já estou subindo.
Apertei o botão do elevador antes mesmo de conseguir chegar perto o suficiente para não parecer uma desesperada. E as portas se abriram no mesmo instante. Entrei e ao me virar percebi que ele olhava na minha direção. Balancei o celular de leve e pedi um “Desculpa” mudo, do tipo leitura labial (não intencional; o som que não quis sair). Ele pareceu responder um “Sem problemas” da mesma forma e dar um sorriso leve, e só então recomeçar a tocar. E tudo isso num intervalo de abrir e fechar de portas de elevador.
8 de novembro de 2009
Dreamer
Ninguém ia querer ler a droga que eu postei ontem, então resolvi fazer um post decente hoje (pelo menos, o máximo de "decente" possível). Espero que um poema ilustre a mente confusa...
Começar o dia com um amor inglês
Bagunça e aconchego,
lareiras, tapetes e cores em listras
Terminar o crepúsculo com um amor grego
todo o azul da ilha, todo o vento do mar
O sol, o calor...
Todo o conforto que alguém especial pode trazer
Não pense mal de mim, só tento me encontrar
Nessa inconstância
Confusão de desejos
Caminhos brilhantes, realizações eternas
Tento ver o fútil como a estrada que alcança mais
e sofre menos
Mas só consigo enxergar que a garota sonhadora ganha muito mais
Alcança mais e sente mais cada realização
Tem até poucos tropeços
Tem algo a seu favor
Pode demorar um pouco,
mas hoje eu aprendi que o que se procura
sempre acaba chegando às suas mãos
Quero ser seu amor real
Quando a minha estrela vai atender ao meu pedido maior?
17 de outubro de 2009
Conto de fadas [spoilers(?)]
8 de julho de 2009
Epitáfio
Devia ter amado maisTer chorado maisTer visto o sol nascerDevia ter arriscado maisE até errado maisTer feito o que eu queria fazer...Queria ter aceitadoAs pessoas como elas sãoCada um sabe alegriaE a dor que traz no coração...O acaso vai me protegerEnquanto eu andar distraídoO acaso vai me protegerEnquanto eu andar...Devia ter complicado menosTrabalhado menosTer visto o sol se pôrDevia ter me importado menosCom problemas pequenosTer morrido de amor...Queria ter aceitadoA vida como ela éA cada um cabe alegriasE a tristeza que vier...O acaso vai me protegerEnquanto eu andar distraídoO acaso vai me protegerEnquanto eu andar...Devia ter complicado menosTrabalhado menosTer visto o sol se pôr...
17 de junho de 2009
A garota invisível
Mas, falando sério. Odeio quando fico tentando fazer uma síntese de tudo o que queria dizer. Nunca fica bom, porque eu nunca consigo passar a mensagem real.
Bom, esta é uma tarde fria de junho. O sol sai tímido de trás das nuvens de vez em quando. Alterno minhas músicas entre Coldplay e McFLY e não converso com ninguém no MSN porque, francamente, navegar pela internet já não é mais tão interessante quanto antes, e as pessoas vão deixando de falar comigo...
Chata?! Será que eu sou tão chata assim? Hahaha, devo ser. Eu mesma, muitas vezes, canso de ficar comigo, por isso procuro incessantemente estar com as outras pessoas, para não ficar só comigo. Mas mesmo assim, me sinto sozinha a maior parte do tempo.
Acho que eu sou aquela pessoa estranha e esquecida que fica no canto e que vai sempre receber alguém com entusiasmo, ouvir com atenção o que você tem a dizer e procurar te ajudar. É que eu sou carente e tudo que eu quero é que as pessoas gostem de mim e que deixem de me ver como aquela pessoa de senso implorativo, sei lá... Pelo menos eu me vejo assim.Não sinto conquistar minhas amizades, só implorar por elas. Eu cansei. Eu tenho o direito de cansar. Mas, que droga!, o mundo não pára pra que eu me recupere. Os ponteiros do relógio continuam a correr, o sol nasce e logo se põe e eu ainda continuo aqui. Simplesmente aqui. Esperando alguém chegar e me salvar dessa vida. Eu ainda espero. Eu mudei o nome, o rosto, a maneira como acontecerá, mas eu ainda espero. É terrível admitir isso, mas eu ainda espero. Eu tenho plena consciência disso, mas não ajo pelo meu querer. Só espero. Por quê? É cômodo? Não! É desesperador ver o tempo passar e ir no embalo de uma fantasia doce demais, viver dela, dormir com ela, acordar com ela, me alimentar dela... Viver um ensaio enquanto a vida já está aí.
Às vezes, eu sou aquela pessoa que leva humor para a sua vida, aquela amiga engraçada que vai fazer você rir dos seus problemas e ver que a vida tem outras coisas boas. Vou ser sempre fiel e tentar fazer com que as pessoas se sintam bem, felizes. Como se minha companhia pudesse ser uma terapia. E por trás disso elas mal sabem que a maior terapia é pra mim. Eu fico feliz com pouco que as pessoas façam, desde que esse pouco demosntre que eu sou querida. Infelizmente, fico chateada com qualquer outro pouco que mostre o contrário.
Atenção o tempo todo? É isso que eu quero? Egoísmo? Não é egoísmo, é uma necessidade, e que acaba comigo, talvez por ser reprimida por mim mesma.
Sabe, talvez agora eu tenha entendido porque o garoto uma vez disse que se auto-avaliar era uma coisa que o ser humano não deveria fazer em hipótese nenhuma... É porque dói. Dói de uma maneira em que você chega a se sentir impotente...
Eu não queria mergulhar no inverno de novo, sabe... Eu só queria deixar de ser a garota invisível...
Essa era para ser uma tarde amena de junho...
30 de maio de 2009
Poema de Sábado

Tenho sentido o frio da sombra onde o sol toca
mas não aquece
Tenho sentido o tormento das sextas-feiras anuladas
e das tardes de sábado útil.
Fantasmas do meu passado vem me assombrar
Medos que eu achei que não existiam mais...
O que está acontecendo comigo?
Eu só queria uma companhia
que apertasse minha mão
e me desse um abraço amigo sempre que eu precisasse
Só queria poder desabafar minhas angústias
de uma maneira que não fossem lágrimas silenciosas
no meio da tarde
Eu fujo da realidade correndo para o piano
Depositando palavras
sobre uma tela com tinta ainda fresca
Tentando afogar a dor...
É que eu não sinto ter um ponto de escape
e uma hora
a pressão é muito grande
Eu não sei se posso suportar
sem chorar
Eu gosto de pensar que há sol
em algum lugar lá fora
Eu gosto de transformar sonhos em palavras
para que eles fiquem mais próximos
da realidade
Eu gosto quando eu paro de brigar comigo mesma
e seco as lágrimas
Quando eu sorrio para o céu
E sinto as feridas sarando.


